domingo, 14 de abril de 2024

Que Viagem!

José Flávio              

Por vezes uma ameaça de insanidade me assombra.
É terrível! eu literalmete perco o controle.
Eu tenho medo de sentir-me vazio, um vácuo sem
[minha própria essência.
Sinto-me tão frágil!
Temo enlouquecer.

O grande problema são as pessoas que estão ao
[meu redor, mais próximas de mim.
Eu não quero infligir minhas preocupações ou
[obessões a essas pessoas.
Os delírios são todos meus. Eu devo mantê-los
[apenas para mim.

No entanto, da mesma maneira que ela vem e me
[acomete;
Ela parte e eu recobro a minha sanidade,
É algo indecifrável! eu não consigo, de fato,
[entender as minúcias.
Talvez apenas o meu psicanalista consiga
[desvendar a coisa por completo.
Pode ser que o remédio ajude.
Isso pode ser causado por um desequilíbrio
[químico do cérebro.
Eu realmente não sei.

Nos momentos de angústia, medo e ansiedade
[nós sempre tendemos a recorrer a Deus.
Eu confesso que eu sempre conser o um pouco de
[fé,
Eu preciso manter alguma esperança também.
E depois que tudo acaba,
O que eu sinto é apenas um grande alívio;
E a expectativa de que isso jamais se repetirá.

Que Deus cure todo o sofrimento e feridas
[emocionais que afligiram minha alma.
Baruch Hashem Adonai!
(Louvado seja o Nome do Eterno!)

Hamilton, Ontário, Canadá - 23/02/2022.

sábado, 13 de abril de 2024

"Segredos Infernais em busca de redenção"


Mikael Thomas  
 PRÓLOGO

Finalmente abro os olhos depois de uma péssima noite de sono, os olhos ardendo de tanto chorar e uma dor de cabeça incessante. Me levanto e vejo o estado de meu quarto, meus lençóis desarrumados, minha cama revirada e... Ah, não! um corpo ensanguentado no meu tapete!

O pesadelo foi real, tudo é real, as instruções foram claras, para sobreviver preciso fazer isso... Ah... Você não deve estar entendendo nada, não é?

Tudo o que me lembro é acordar neste lugar, preso nesse quarto, sem lembrar meu nome, e pura escuridão...

Não sei o porquê de estar aqui, nem quem me prendeu aqui, só sei que eu preciso fugir, preciso desaparecer senão B vai morrer...




sexta-feira, 12 de abril de 2024

UM PEDAÇO DA HISTÓRIA DO CARNAVAL DE ITAÚNA


 

Por Phonteboa

                Hoje, dia 12 de abril de 2024, ocorreu o lançamento do magnífico livro “Carnaval: uma explosão de alegria + causos” de Sérgio Nogueira, o nosso “Sergio Tarefa”. A importância desse livro vai ser reconhecido ao longo de sua própria história, tanto da história que ele conta, quanto da história que se fizer depois dele. É um livro de cultura, de cultura popular, da cultura feita por todos os seguimentos sociais. Sua importância é, portanto, exponencial. Só não sabe disso o Secretário de Cultura, que não compareceu ao evento de lançamento, nem mandou representante. Lamentável! Fato que faço questão de registrar. Mas voltemos ao livro: O livro é composto por 534 páginas, com mais de 570 fotografias, sem contar fotos de publicações em jornais de época e ainda inúmeros causos. É um livro de memórias, de curiosidades, de história e principalmente de referência, ou seja, de consulta para futuros estudos e de cultura. Um brilhante trabalho de Sérgio Tarefa.
                A obra foi prefaciada por Raimundo Rabello, um dos maiores carnavalescos de Itaúna, compositor de samba enredo, puxador, folião e historiador. Sua presença no prefácio desta obra, por si só, é a demonstração do quanto esta obra é importante. Mas para não ficar em minha mera opinião, transcrevo uma pequena parte do livro para que você leitor possa mergulhar na própria áurea da obra. Assim começa a obra de Sérgio Tarefa:

“Não se sabe ao certo quando surgiram os bailes de carnaval e os desfiles de rua em Itaúna. Os primeiros registros de que se tem notícias são da criação do “CLUBE UNIÃO OPERÁRIO ESPORTE CLUBE, em 1929, que funcionou inicialmente em um cômodo alugado na Praça da Matriz e era presidido pelo Sr. Isaurino do Vale e Sr. José Herculano Pereira, e que só realizava danças de salão. Em 1936, surgiu o CLUBE FLOR DO MOMO”, com sede na Rua Santana e tendo como Diretores os irmãos Antônio Quirino da Silva e Joaquim Quirino da Silva, também dedicado a danças de salão nos primeiros anos de funcionamento.

Em 1944, um grupo nascido na Rua da Ponte que se denominava “BLOCO FLOR DO MOMO”, o mesmo nome de um clube social instalado em 1936, na Rua Santana, mas entidades diferentes. Foi a família de Antônio Tomás que teria começado com o desfile do “Bloco da Flor do Momo”, que subia a Rua Silva Jardim e desfilava na Praça da Matriz. Depois do “Bloco da Flor do Momo”, outros grupos começaram a surgir. Assim surgiu a “BANDA DO CAROÇO ENCRAVADO”, que trazia instrumentos musicais confeccionados na oficina do Zeca Franco, usando bacias velhas, urinóis, frigideiras e outros objetos domésticos. A banda era composta pelo próprio Zeca Franco, pelo filho Afonso, por Zé Caldeireiro e por alguns ferroviários locais.”

Que saber mais?... Entre em contato com o autor, adquira o livro e delicie com as fotografias e com os registros da inúmeras bandas e blocos de carnaval de nossa cidade: Banda suja, Sai da Reta, Pau de Gaiola, Bloco dos Farrapos, Blogo das Virgens, Bloco do Eu Sozinho, Banda Esplendor e Glória, Zulus, Unidos da Ponte, etc... Não dá para não ler! Uma história que vale a pena conhecer e reconhecer!

 Parabéns, Sérgio Tarefa!


terça-feira, 9 de abril de 2024

Jardineiro de flores, frutos e almas

Prof. Arnaldo de Souza Ribeiro


“Justificar tragédias como “vontade divina” tira da gente a responsabilidade por
nossas escolhas”.
Umberto Eco. Nasceu no dia 05 de janeiro de 1932, em Alexandria, Itália e
faleceu no dia 19 de fevereiro de 2016, em Milão, Itália. Escritor, filósofo,
semiólogo e Prof. da Universidade de Bolonha.

    As pessoas que se dirigirem ao Bairro Santanense – Itaúna, MG e o fizerem pela Avenida Dr. Miguel Augusto Gonçalves, quando chegarem ao seu final encontrarão “um oásis” que faz bifurcar o asfalto. Encontrarão também uma estátua do Cristo Redentor e um oratório em homenagem à Nossa Senhora Aparecida, circundados por um jardim com árvores ornamentais, flores e palmeiras imperiais, local onde várias pessoas acorrem para suas orações, reflexões e suplicas ou tão somente para se sentarem em um de seus bancos e usufruírem da beleza e da paz que o lugar propicia. E disso sou testemunha, pois este “oásis” encontra-se no trajeto de minhas rotineiras caminhadas.
    Sabe-se que as obras úteis e de relevância não surgem somente do desejo, mas sim da determinação e do trabalho diuturno de quem as idealizou. Enquanto contemplo a obra e as pessoas que a ela acorrem, contemplo também a pessoa que a idealizou, que a vivifica e a preserva com o seu trabalho diuturno e filantrópico.
    O idealizador e responsável deste “oásis” é o sr. Túlio Sérgio Santos Silva que, com aquiescência e apoio do Poder Público Municipal, o iniciou no dia 26.05.17 e o faz com a consciência de que, além de produzir flores, frutos e oxigênio, propicia que as pessoas que o frequentam também possam revitalizar suas almas.
    Embora, muitas vezes criticado e questionado por que o faz, conforme assevera:
— “Às vezes sou criticado e até me perguntam por que faço isto? Se sou empregado da Prefeitura e quanto ganho?
    Respondo: sou empregado da natureza, a reconheço como um presente de Deus. Além de conhecer o seu valor e a necessidade de preservá-la e, se hoje vejo flores, se colho alguma fruta, é porque alguém, que me antecedeu, as plantou e delas cuidou. Estou somente a retribuir.” Desse modo, ele, além de ensinar com atos, também o faz com palavras.
    Registre-se que o seu trabalho não só circunscreve ao “oásis”, ele o ampliou para a margem direita da Avenida onde plantou dezenas de árvores ornamentais e frutíferas, entre elas: abacate, goiaba, jabuticaba, jambo, manga e urucum. Em breve essas árvores crescerão e produzirão sombra, flores e frutas para aqueles que por lá passarem e, sobretudo, para os pássaros que, expulsos de seu habitat natural, são forçados a migrarem para as cidades em busca de alimentos.
    A magnitude do trabalho desenvolvido pelo sr. Túlio, clama por mais seguidores, neste momento em que o planeta sofre com os desmatamentos e, consequentemente, com o aquecimento global. E o Brasil tem dado sua valiosa contribuição para este desastre climático e o faz em três frentes: destruição da mata atlântica, do cerrado e da Amazônia. O que se comprova com as notícias dos jornais escritos, televisivos e eletrônicos e, ainda, com as intempéries da natureza, marcadas pelos frequentes temporais,
enchentes, deslizamentos de terras e aumento da temperatura.
    Em termos de trabalho individual sempre há de ser lembrado e citado o realizado pela jovem sueca Greta Thunberg, que, no dia 20 de agosto de 2018, iniciara sua campanha em defesa da natureza, com vistas à redução do aquecimento global, em frente ao Parlamento Sueco com a sua emblemática placa com os dizeres: “Skolstrejk för klimatet”. Em pouco tempo angariou adeptos e seguidores em todo o mundo, além de conscientizar milhares de pessoas da imperiosa necessidade de proteger o planeta.
    De igual modo, espera-se que o emblemático trabalho do sr. Túlio seja respeitado e seguido por outras pessoas, em outros bairros de Itaúna e demais cidades do Brasil e do mundo, para o bem da natureza, que é fonte de vida e indispensável para a promoção de um futuro saudável.






Uma viagem de lotação - O “esporte” mais radical do planeta!

 

Sérgio Cunha       
(texto produzido em 1990, em uma bem-humorada abordagem à situação do transporte público em Itaúna)

    Sempre vejo na tevê, reportagens sobre os esportes radicais. Uns escalam montanhas, outros pulam delas. Alguns outros surfam no espaço. Tem também aqueles atletas que fazem questão de subir e pular das montanhas, surfar no espaço e, ainda, experimentar o friozinho na espinha, quando praticam o “bung jump” e coisas do gênero. Eu, grande atleta dos levantamentos de copo de fim de semana, tenho nas viagens de lotação o esporte mais radical como prática. E quem acha que andar de lotação não é esporte radical é porque nunca experimentou a viagem.

    Uma “boa” viagem de lotação, logo após o almoço, por estradas esburacadas, cheias de curvas ou calçamento, é “esporte” dos mais radicais. No calçamento, temos a impressão de que estamos sendo repartidos em centenas de pedacinhos. Até a voz da gente se quebra. E-u-j-á-v-i-v-i-g-e-n-t-e--t-e-q-u-e-q-u-e-b-r-a-r-a-a-a-d-e-n-t-a-d-u-u-r-a-a (ufa, parou um pouquinho), tentando falar quando o lotação segue pelo calçamento. Teve até o caso do cidadão que viu seu olho de vidro “saltar” do globo ocular, ao tentar ler (com o olho são, é lógico) uma notícia de jornal. Em rua esburacada, principalmente para quem anda no banco de trás, a experiência é inesquecível.

    Dia desses, num baque que o lotação deu ao passar sobre um buraco, uma mocinha que estava no banco de trás caiu sentada no colo de um passageiro que ia no banco da frente. O rádio do velhinho mudou de emissora, uma mulher ficou com os seios (enormes) para fora do vestido e as lentes de contato de uma bichinha caíram no saquinho de pipocas do casal de namorados.

E as curvas? Não há montanha russa que supere. Lotação velho fazendo curvas a sessenta quilômetros por hora é coisa para ocupar todos os santos que a gente conhece... “Valha-me Santo Antônio, São Pedro, São Judas, São José...e o ‘são motorista da curva perigosa... ai!"

    Mas até agora só falei das coisas “normais” de uma viagem de lotação e já tem atleta radical morrendo de inveja. Pois é, rapaziada, vocês vão babar com o que eu vou contar a seguir. Entrei no lotação pela manhã e, por acaso, eu estava atrasado e o veículo lotado. Levava agenda, um livrinho para distrair no percurso e um minigravador. Ao meu lado encostou uma mocinha na formosura dos 15 aninhos. Atrás dela um séquito de rapazinhos uniformizados. Estudantes, detectei. Nos assentos, várias crianças que não pagaram passagem. Suas mães, fingindo que não conheciam ninguém para não precisar ceder o lugar dos “anjinhos”. Um menino tirava melequinha do nariz e limpava no cabelo da coleguinha.

    Tentei me concentrar no livro. Mas, na primeira freada, bati com o livro e o gravador na cabeça de um senhor e o livro foi parar dentro da sacola de uma senhora que estava no banco da frente. A mocinha formosa teve que se virar para não ser esmagada pelos estudantes que, em conjunto, aproveitaram para dar uma “esbarrada” nela.

    Recompostos, seguimos viagem. Um ponto à frente, entrou uma senhora, daquelas gordonas, pesando mais que cem quilos. Aquelas arrobas todas, um verdadeiro mulherão, sobrando carne/gordura para todo lado, se dirigiu para a roleta. Eu quis pedir para ela não fazer aquilo, mas não deu tempo. A dona redonda “entalou” na roleta. Aí, começou a maior gritaria: 

    - Pára motorista. Socorro. Me tira daqui!!!, implorou a dona gorda.

    - Cruuuzes, a mulher entalou, tadinha!!!, gritou o rapazinho afeminado.

    - Pô meu, a gorducha “sifu”... comentou o descolado.

    - Ó meu Senhor, ajudai-me. Vade retro satanás!, apressou-se a evangélica.

    Lá estava a gorda, bufando, suando muito e tentando se mover. O lotação parou. Fomos todos ajudar, afinal, esse era o nosso dever.

    - Puxa ela... não, empurra... passa graxa nela que escorrega e sai...

Palpites não faltaram. Mas com tantas tentativas a mulher não se movia um centímetro. Um rapaz tentou empurrá-la pela barriga.

    Aconteceu o que eu temia: um ruído abafado (fffuuuuufufiiiuuu), acompanhado de um cheiro de ovo chôco, tomou conta do local. As janelas, que até então estavam fechadas, se abriram como se fossem automáticas.

    Passado aquele momento, resolvemos organizar um grupo de salvamento e preparar um ‘esquema tático’, como disse o desportista, para solucionar o problema. Eu, como sabiam, homem das letras, fui escalado para fazer a ata de fundação do “primeiro grupo de salvamento para acidentes e incidentes com coletivos na cidade de Itaúna”. Também tive que secretariar aquele primeiro “trabalho” da entidade recém-criada.

    Várias outras funções foram distribuídas por um mestre-de-obras que assumiu a direção da empreitada. Partimos então para elaborar um plano minimamente exequível. Depois de discutirmos os prós e os contras da ação, resolvemos que duas turmas de dez homens cada uma, trabalhariam no local. Os dez primeiros empurrariam a senhora obesa pelas costas, nádegas (e que tamanhão) e onde mais pudessem colocar as mãos. Os outros dez puxariam nossa “vítima” pelos braços, pernas, cabelos, beiço, orelha, etc...

    Depois de muito forçarmos, a senhora desentalou, provocando um estrondo com a pressão e atingindo os dez que a puxavam, em cheio. O saldo foram algumas avarias e costelas quebradas. Um aaahhhh, de alívio, percorreu todo o lotação quando, finalmente, o motorista deu partida para retomarmos a viagem. Andamos por mais uns 600, 700 metros, quando uma outra senhora obesa fez sinal para o ônibus parar. Um senhor, magrinho, com jeito de anêmico, que até então permanecera calado, gritou para o motorista:

    - Se parar o ônibus eu vou dar uns tiros aqui dentro!

Seguimos viagem. Vinte minutos depois, chegamos ao centro da cidade, todos descabelados, empoeirados, com as roupas amassadas, mas com aquela cara de burra felicidade dos atletas que optam pelos esportes radicais.


(Publicada nos jornais Spasso e Folha do Povo, da cidade de Itaúna-MG) 
Este e outros textos, estão lá no meu blog: sfcunha.blogspot.com


segunda-feira, 8 de abril de 2024

Infinito

 Elina Dirce (Tia Elina)


Passos firmes, erguida a fronte,
Sigo em frente, rumo ao horizonte,
Sem me deter. Sei onde piso.
Nos lábios, leve sorriso
Pela alegria de um novo dia.
Ao longe, o azul da montanha.
Meu lugar não é aqui...
Nem ali...
É muito além.
Do fio, da montanha, da artimanha...
É muito aquem do que fito...
Meu lugar é o infinito.

(BERNARDES, Elina Dirce de Oliveira. Paçoca de Pilão. (no prelo). p. 46)



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DEUS

Magella Moreira


 Experimente misturar um punhado de sal na água e de a uma pessoa para beber sem que ela saiba que aquilo se trata de uma mistura.  A água continuará cristalina como era antes do sal ser acrescentado, porém em um único gole a pessoa conseguirá sentir o sabor salgado na boca.

Assim é Deus!


Você não precisa vê-lo para saber de sua existência, apenas sente. Trata-se de uma questão de intimidade e de experiência na fé. Mas eu sou ateu e não acredito que Deus exista! Basta só que o avião comece a cair ou que sua cabeça esteja na mira de um revólver de um bandido, que num piscar de olhos o primeiro nome que você chama é o Dele.

Indiferente da religião, Deus é um só, mas nos dias de hoje é legal ser diferente. O famoso efeito manada faz com que uma maioria não pensante questione a Sua existência. E está tudo bem. Deus não precisa de você, é você quem precisa Dele! 


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domingo, 7 de abril de 2024

Sob o olhar de suas mãos

Phonteboa        
Seus olhos eram cheios de vida,
Mas quando queria ver melhor,
Ela usava as mãos.
Os olhos não tateiam - dizia ela,
São incapazes de texturas,
Formatos e profundezas...
Os olhos são limitados a sombras e luzes!
Não aprenderam a percorrer contornos.

As mãos são mais capazes 
E vão além dos contornos.
Os dedos sobem e descem cavidades.
Só precisam de um pouco de treino
E de saberes...
E muita, muita imaginação.

Como nossos olhos carecem de imaginação!

Foto: Iloyd_Newman - 
uso gratuido sob a Licença da Unsplash


PAPAI

Maria Helena Corgosinho

Sempre alegre e sorridente
Vem chegando o meu papai
E a casa toda se enche
De grande contentamento
Pois vida nova ele traz.

De seus bons ensinamentos
Muito se pode tirar
E a gente quando crescer
Sua estrava vai trilhar
Com vontade de vencer.

Todo o afeto que eu trago
Guardado no coração 
Eu lhe ofereço Papai
E hoje com muita emoção
Agradeço muito, muito
A sua dedicação.

Que todos os pais presentes
Seja hoje abençoados
E por seus filhos queridos
Sejam mais e mais amados
Feeicidades sem fim
A estes pais adorados.

Foto de Sebastián Leon Prado
 Uso gratuito sob a Licença da Unsplash



sábado, 6 de abril de 2024

Otimismo

Vera Silva    

Os seres humanos são diferentes.

Todos têm dificuldades, mas a forma de enfrentá-las não é única. O que para alguns é simples, para outros é difícil e vice-versa. Por exemplo, há quem toca guitarra melhor e aprende rápido. E há quem não sabe tocar, mas todos, com instruções, disciplina, tocarão melhor do que os tocadores de agora. O otimismo é uma visão positiva do presente e do futuro. O otimismo pode ser definido como o agrupamento de vários elementos importantes à vida humana, entre eles:

  • o pensar esperançoso que permite insistir diante de tantas dificuldades;
  • ter atitude, vonte de continuar o aprendizado a vida toca;
  • coragem e capacidade de mudar a visão de si e em sua volta.

O ser humano otimista aprenderá mais, abrindo com isso, novas posssibilidades de vida positiva para ele a para muitas pessoas.


Foto: Sammie Chaffin
Uso sob a Licença da Unsplash








Os Girassóis de João

 Maria Lúcia Mendes

Avó e neto passarinhavam na vagareza da tarde.

Caminhavam devagar, enquanto uma brisa leve balançava os ramos e os pássaros apressavam a volta aos ninhos. Cigarras arteiras chiavam, sem descanso, enquanto um bem-te-vi pôs-se a cantar estridente: Bem-te-vi, bem te vi, te vi, ti vi.

-  Pois me vistes, cala-te o bico. - falou alto um senhor de óculos, provocando risos nas pessoas que passavam. E não é que o tagarela obedeceu? O menino seguia calado, sempre de mãos dadas com a avó, atento a tudo o que via ao redor. Nisto, ao passarem rente é um velho muro, já sem reboco, o pequeno pára e grita:

- Olha, vó! Olha isto! Olha! - Custando a enxergar o que o neto apontava, ela chega mais perto para ver o que João olhava com tanta alegria. Era uma flor miudinha, brotada na greta de um tijolo, pequena como um grão de feijão. Surdo aos apelos da avó, para seguir em frente, o menino demorou o quanto quis e, ao sair, tornou a olhar a flor e disse sorrindo:

- Adoro girassóis!

De um lugar surreal, naquele instante, Vicente Van Gogh, coçou a orelha e afagou seus pincéis.


(MENDES, Maria Lúcia. Os girassóis de João. Editora Ramos: Itaúna, 2023, p.101-102)




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                                  Aline Pâmela de Sousa Não há nada mais valioso nas  relações humanas do que o  compartilhar...  Quando te ...